Saiba porque é que as mulheres engordam depois da gravidez!

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Para as mulheres voltar ao peso antes da gravidez é uma missão muito difícil, ou mesmo impossível. E, muitas vezes, aos quilos ganhos em nove meses juntam-se outros, que aparecem nos meses seguintes ao parto e se multiplicam a cada novo filho. E este é um fenómeno que afeta não só as mães como também os pais. De acordo com uma recente investigação feita no Reino Unido, em média os adultos ganham três quilos de cada vez que nasce um bebé, sendo que a esmagadora maioria desse peso vem para ficar.

O especialista britânico em nutrição e exercício físico Mark Macdonald também sofreu na pele – ou melhor no corpo – os efeitos de se ter tornado pai. E, por isso, acaba de publicar um livro, denominado “Why Kids Make you Fat” (“Por que é que os miúdos o tornam gordo”, em tradução livre), no qual mostra as razões mas também algumas estratégias para combater o “ganho de peso parental”.

Para Mark MacDonald, na base deste fenómeno está um “cocktail mortífero” de aumento das responsabilidades, stresse, pouco descanso e perda de rotinas e bons hábitos alimentares. As boas notícias é que ganhar quilos depois de ter filhos não é um processo irremediável e pode ser combatido.

Algumas razões para o acumular de peso e a respetiva solução:

1 – Privação de sono = Dormir pouco, acordar inúmeras vezes durante a noite causa quedas abruptas de energia e os respetivos apetites insaciáveis por açúcar e gordura.

A solução? Manter os estáveis os níveis de açúcar no sangue e evitar as “ânsias alimentares”, ingerindo pequenas refeições,  de três em três horas e equilibradas em proteínas (carne, peixe, ovos), hidratos de carbono (frutas, legumes, feijões, cereais integrais) e gordura (nozes, sementes, abacate, azeitonas, manteiga de nozes).

2 – Falhar refeições = Estar ao serviço de um bebé 24 horas por dias, ou dividir-se entre os afazeres profissionais e familiares faz com que as refeições pré-cozinhadas, o fast food ou mesmo adiar o almoço ou o jantar sejam opções tentadoras. O resultado são “ânsias” que fazem ingerir tudo o que aparece à frente da próxima vez.

A solução? Criar um stock de alimentos saudáveis que possam ser armazenados na mala do carro, tais como fruta e barras de cereais ricas em proteína. Se souber que vai estar longe de casa à hora da refeição, ou se, pura e simplesmente não tem tempo para fazer comida, encha uma geleira ou o frigorífico com ovos cozidos, palitos de vegetais, conservas de atum, fatias de frango ou peru, ou iogurte, para comer de forma saudável, rápida e sem saltar refeições.

3 – Fazer compras com as crianças = Toda a gente já sofreu na pele a pressão que os mais novos fazem para que se encha o carrinho com guloseimas e alimentos processados de toda a espécie. E, muitas vezes, é mais fácil comprar do que as ouvir a reclamar por tempo que parece infinito.

A solução? Pensar no supermercado como um campo de batalha. Em primeiro lugar, tentar não fazer compras de comida com as crianças, por muito difícil que possa parecer. Depois, preparar a estratégia: numa ir com fome, evitar os corredores dos alimentos processados, fazer uma lista, respeitá-la e pagar o mais depressa possível.

4 – “Stresse calórico” = As crianças são uma fonte de alegria, mas também de stresse. E é sabido que o stresse desencadeia a produção de uma hormona chamada cortisol, que encoraja o metabolismo a armazenar gordura.

A solução? Aproveitar todas as oportunidades para reduzir os níveis de stresse. Quando algo acontece para aumentar a ansiedade  (uma emergência familiar, viagem de trabalho ou o aproximar de um prazo), tente adotar um ‘modo de sobrevivência’ dietética. Enquanto as coisas não voltarem ao normal, o essencial não é perder peso, mas sim não regredir para os hábitos pouco saudáveis que o fizeram ganhar peso em primeiro lugar.

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